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Referências
CEIA, Carlos. Dicionário de termos literários. Disponível em: http://www2.fcsh.unl.pt. Acesso em: jul.2009.
COMPAGNON, Antoine. O trabalho da citação. Trad. Cleonice P. B. Mourão. Belo Horizonte: EdUFMG, 1996.
DICIONÁRIO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUESA. Disponível em: http://houaiss.uol.com.br. Acesso em: jul.2009.
KRISTEVA, Julia. Introdução à semanálise. Trad. Lúcia Helena F. Ferraz. São Paulo: Perspectiva, 1974.
WALTY, Ivete L. Camargos; CURY, Maria Z. F. Dicionário de termos literários. 2005. Disponível em: http://www2.fcsh.unl.pt. Acesso em: jul.2009.
CEIA, Carlos. Dicionário de termos literários. Disponível em: http://www2.fcsh.unl.pt. Acesso em: jul.2009.
COMPAGNON, Antoine. O trabalho da citação. Trad. Cleonice P. B. Mourão. Belo Horizonte: EdUFMG, 1996.
DICIONÁRIO HOUAISS DA LÍNGUA PORTUGUESA. Disponível em: http://houaiss.uol.com.br. Acesso em: jul.2009.
KRISTEVA, Julia. Introdução à semanálise. Trad. Lúcia Helena F. Ferraz. São Paulo: Perspectiva, 1974.
WALTY, Ivete L. Camargos; CURY, Maria Z. F. Dicionário de termos literários. 2005. Disponível em: http://www2.fcsh.unl.pt. Acesso em: jul.2009.
- Existem muitos recursos disponíveis para a construção do processo enunciativo. O diálogo entre os discursos (a intertextualidade) constitui um deles. São modos pelos quais os textos/discursos interagem, se influenciam e se modificam.
- A noção de intertextualidade está associada à relação entre textos.
“Considerando-se texto, num sentido lato, como um recorte significativo feito no processo ininterrupto de semiose cultural, isto é, na ampla rede de significações dos bens culturais, pode-se afirmar que a intertextualidade é inerente à produção humana” (WALTY; CURY, 2005).
"A intertextualidade pode ser percebida na produção e na recepção das mensagens. “Filmes que retomam filmes, quadros que dialogam com outros, propagandas que utilizam o discurso artístico, poemas escritos com versos alheios, romances que se apropriam de formas musicais, tudo isso são textos em diálogo com outros textos: intertextualidade” (WALTY; CURY, 2005).
- Segundo Julia Kristeva:
“[...] todo texto se constrói como mosaico de citações, todo texto é absorção e transformação de um outro texto” (KRISTEVA, 1974, p. 64).
- Para Antoine Compagnon:
“escrever, pois, é sempre rescrever, não difere de citar. A citação, graças à confusão metonímica a que preside, é leitura e escrita, une o ato de leitura ao de escrita. Ler ou escrever é realizar um ato de citação” (COMPAGNON, 1996, p.31).
“Referências, alusões, epígrafes, paráfrases, paródias ou pastiches são algumas das formas de intertextualidade [...]” (WALTY; CURY, 2005).
- Entre as formas de intertextualidade mais utilizadas pelo discurso da comunicação (especialmente o publicitário) estão a paráfrase, a paródia e o pastiche.
PARÓDIA
Consiste na imitação burlesca de um outro discurso. Normalmente, o efeito da paródia é cômico, irônico, tornando o texto primeiro risível, muitas vezes ridicularizando-o.
Segundo Carlos Ceia, a paródia é “um processo de imitação textual com intenção de produzir um efeito de cômico”. O autor considera que “a forma como se processa essa imitação, a motivação para o ato imitativo e as consequências esperadas para esse ato determinam a natureza literária da paródia” (CEIA, 2005)
Ao recriar uma obra em um novo contexto, a paródia pode manifestar aspectos ridículos ou absurdos desse texto.
Segundo Carlos Ceia, a paródia é “um processo de imitação textual com intenção de produzir um efeito de cômico”. O autor considera que “a forma como se processa essa imitação, a motivação para o ato imitativo e as consequências esperadas para esse ato determinam a natureza literária da paródia” (CEIA, 2005)
Ao recriar uma obra em um novo contexto, a paródia pode manifestar aspectos ridículos ou absurdos desse texto.
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| Campanha da Bom Bril parodiando o caso Ronaldo Fenômeno e as travestis |
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| Campanha publicitária criada em 2008 pela MP Publicidade para a rede HortiFruti, parodiando filmes de Hollywood. |
PASTICHE
O termo vem do italiano “pasticcio”, que se refere a uma “massa ou amálgama de elementos compostos” (CEIA, 2005).O termo já foi aplicado no sentido pejorativo, no campo das Belas Artes, especialmente o da pintura, referindo-se à falsificação de quadros. O pastiche difere-se da paródia, por não trazer necessariamente a intenção de burlar o texto primeiro. Muitas vezes, inclusive, se apresenta como uma homenagem ao original.
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| Cartaz da exposição "A intimidade de Carmem Miranda" – Museu de Arte Moderna (MAM-RJ) Criação: Quê Comunicação. |
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| Campanha da Parmalat para o leite light |
PARÁFRASE
Consiste na recriação de um outro discurso, a partir de sua forma (mantendo a ideia original) ou de sua informação (mantendo a forma original).
A paráfrase (ou metafrase) representa um modo diverso de expressar um discurso; tradução livre ou desenvolvida.
Em uma das acepções para o termo “paráfrase”, o Dicionário Houaiss, registra que se trata de uma “interpretação, explicação ou nova apresentação de um texto (entrecho, obra etc.) que visa torná-lo mais inteligível ou que sugere novo enfoque para o seu sentido.
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| Criação da JWT (Malásia) para a Ranger Extreme - Ford. Texto: “Nova Ranger Extreme com caçamba estendida”. |
Criação: M&C Saatchi para a Cruz Vermelha
Texto:"Dinheiro não é tudo. Salve três vidas sem gastar um centavo".








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